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Pela lei Nº 21/88, de 1 de Fevereiro, foi elevada à categoria de Vila a “povoação de Algueirão-Mem Martins”, do concelho de Sintra.
Ora, essa povoação não existia, já que historicamente a povoação de Algueirão e a povoação de Mem Martins sempre foram duas localidades com identidade e características próprias , até à criação da Freguesia com o nome de Algueirão-Mem Martins, pelo Dec.-Lei Nº 44147, de 5 de Janeiro de 1962.
Na referida lei, confundiu-se a circunscrição administrativa (Freguesia) com a povoação que constitui apenas o aglomerado habitacional contínuo.
A origem toponímica da povoação de Algueirão tem a ver com a morfologia da área. O nome Algueirão será o aumentativo de “Algar” (do árabe Al-gar) que significa buraco, caverna ou gruta.
A sua criação remonta provavelmente ao tempo da ocupação árabe, uma vez que já lhe é feita uma referência no foral de Sintra, de 1154, outorgado pelo nosso primeiro Rei, D. Afonso Henriques.
Em 1253, aquando da primeira divisão do País, Algueirão foi integrado na Freguesia de São Pedro de Canaferrim. Em 1370 tinha dentro da sua alçada o lugar de Sacotes. segundo o Prior António Sousa Seixas em 1758, Algueirão era cabeça de vintana (ou vintena) com 22 lugares sob sua jurisdição, para efeitos de cobrança de impostos e administração da justiça.
Em 1527, segundo o censo mandado realizar por D. João III, existiam no Algueirão 35 famílias. Segundo o prior Seixas acima referido, havia, em 1758, 87 famílias na povoação e cerca de 287 habitantes. Em 1838, segundo o Visconde de Juromenha, no livro “Cintra Pinturesca”, Algueirão tinha 43 fogos.
Em 1838 segundo o Visconde de Juromenha, no livro já citado, Mem Martins tinha 25 fogos e à volta de 120 habitantes.
Durante séculos o crescimento demográfico do Algueirão e da vizinha povoação de Mem Martins não foi significativo. Porém, o crescimento acentuou-se a partir da inauguração da linha do comboio de Lisboa/Sintra, nos fins do século XIX e foi exponencial sobretudo nos últimos 30 anos. |