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 Pré-História

Há notícias de terem sido encontrados vestígios do:

PALEOLÍTICO MÉDIO (MUSTIERENSE?), no Casal dos Choupos (FONTES, 1943:293). Contudo desconhece-se a sua tipologia lítica, a quantidade e onde estão armazenados tais materiais (aparentemente não figuram na lista de materiais doados por Joaquim Fontes ao Museu dos S. Geológicos de Portugal), pois a referência dada pelo Prof. Joaquim Fontes apenas se cinge à localização da estação arqueológica que ele, certamente, referenciou pela primeira vez: «... habitaram o Casal de Choupos, à beira daquele regatinho que, na primeira empresta ar bucólico ao Largo da Capela (da N. Sra. da Natividade), quando os miosótis o salpicam do azul claro das suas flores». A natureza desta jazida paleolítica integra-se, seguramente, no Paleolítico do Complexo Basáltico de Lisboa, cujo padrão está estabelecido pelos mais reputados arqueólogos da actualidade (CARDOSO, ZBYSZEWSKI e ANDREÉ, 1992:24-27), que caracterizam estas estações arqueológicas e respectivos materiais como estações de posição derivada, isto é, fora do contexto onde foram abandonados pelo homem pré-histórico. Para esta realidade contribuíram dois factores: o natural, sobretudo, a erosão; e a acção antrópica, nomeadamente a secular agricultura e os aterros e desaterros.
NEOLÍTICO FINAL E CALCOLÍTICO, existem alguns vestígios no termo da freguesia. Apesar de não terem sido alvo de grandes investigações arqueológicas são constantemente referenciados quer os locais, quer os materiais em literatura especializada. Temos notícia de um monumento funerário colectivo, descoberto e publicado em 1880 por Carlos Ribeiro (VASCONCELOS, 1897:105-107) na Folha das Barradas pertencente à Quinta Regional de Sintra (na actualidade B.A.1, Academia da F.A.P.), mas localizado bem perto do Algueirão Velho. É desconhecido o seu tipo de arquitectura megalítica, e do seu espólio funerário é famoso o ídolo calcário, plano-convexo, cuja ornamentação contém motivos ligados ao culto lunar, como referencia Carlos Ribeiro: «... notamos que um dos baixos relevos esculpidos na parte convexa (...) muito se assemelha ao crescente lunar» (RIBEIRO, 1880:39-40). Cremos que este monumento, já desaparecido, estivesse em conexão cronológica com o pequeno povoado dos finais do Neolítico então existente no topo da colina de Coutinho Afonso, conhecido na carta Arqueológica de Sintra por Povoado de Cortegraça, e com outro provável povoado existente no Casal da Cavaleira do qual se conhecem materiais cerâmicos dispersos por laboração de pedreira antiga.

 
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