A história das queijadas em Mem Martins.
No limiar dos anos trinta, na indústria - a queijada – havia, naquele tempo, muita actividade, podendo dizer-se que mais de metade da população a ela se dedicava, principalmente mulheres e crianças, já que estas começavam desde muito novas a “estender”, a “erguer” e a “casar”.
O labor das queijadeiras não se limitava só à fabricação, também fazia parte do negócio a venda directa ao público.
Onde houvesse feira ou festa, num raio de distância considerável para a época, lá se deslocavam as queijadeiras para comercializarem o seu produto.
O meio de transporte utilizado era o burro, aliás a burra, não só por ser mais dócil como também por ser mais rentável, pois comia menos e dava crias.
As queijadeiras faziam-se transportar sentadas na albarda, levando de cada lado uma canastra apropriada para o efeito, onde arrumavam os pacotes das queijadas.
Além da venda directa ao público, havia também quem fornecesse para Lisboa.
O AUGUSTO MARTINHO era um desses. Dizia ele: “ No Inverno, por não haver festas, o que me vale é o freguês do Rego”.
Há que destacar dos pioneiros desta indústria os nomes Capitôa, do Manel Bruno, da Mariana Bruna, Maria Bruna, da Gertudes d’Ouressa, Maria Domingas, da Luiza Casimiro, da Maria Pito, etc., etc.
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